Aromaterapia Óleos Essenciais

A Aromaterapia na Consulta de Naturopatia – Óleo Essencial de Tea tree (Melaleuca alternifolia)

O óleo essencial de Tea tree (Árvore do Chá) tem uma longa e rica história que remonta aos aborígenes Bundjalung, guardiões originais da área costeira de Nova Gales do Sul na Austrália de onde a árvore Melaleuca alternifólia é nativa.

O nome Tea tree foi atribuído pelo explorador britânico Capitão James Cook em 1769, ao notar que os aborígenes usavam as folhas desta arvore para fazer um chá que cheirava a noz-moscada.

No entanto, é importante referir que a árvore Melaleuca alternifólia não está relacionada com a planta do chá comumente usada para fazer chá verde.

Além de fazer chá, os aborígenes também trituravam as folhas e extraíam o óleo que depois usavam topicamente para curar problemas de pele.

Mais recentemente e durante a Segunda Guerra Mundial, o óleo essencial de Tea tree fazia parte do kit de primeiros socorros dos soldados australianos, devido à sua eficácia no tratamento de feridas.

Benefícios do Óleo Essencial de Tea tree Validados Cientificamente

Segundo I B Bassett et al. Med J Aust. 1990, o óleo essencial extraído da árvore nativa australiana Melaleuca alternifolia e comumente conhecido como óleo essencial de Tea tree, tem sido amplamente utilizado como agente germicida numa grande variedade de patologias, como por exemplo as infeções bacterianas e fúngicas da pele e mucosa oral.

Assim, o objetivo do presente ensaio clínico randomizado e simples-cego, foi avaliar a eficácia e tolerância cutânea do óleo essencial de Tea tree no tratamento da acne leve a moderada, quando comparado com uma loção de peróxido de benzoíla.

Com os resultados a demostraram que tanto o óleo essencial de Tea tree, quanto o peróxido de benzoíla, obtiveram uma melhoria significativa da acne.

Sendo no entanto de notar que os pacientes tratados com o óleo essencial de Tea tree apresentaram menos efeitos adversos.

Óleos essenciais

Segundo D S Buck et al. J Fam Pract. 1994, a prevalência de onicomicose, a causa mais frequente de doença das unhas, varia de 2% a 13%.

Assim, o objetivo do presente estudo randomizado, duplo-cego e controlado, foi avaliar a eficácia e tolerabilidade da aplicação tópica do óleo essencial de Tea tree, em comparação com o Clotrimazol, no tratamento da onicomicose.

Sendo concluído que ambas as terapias tópicas proporcionaram melhoria na aparência e sintomatologia das unhas.

óleos essenciais

Segundo A Ergin e S Arikan; J Chemother. 2002, alguns casos de candidíase vaginal podem permanecer refratários ao tratamento.

Entre estes estão os casos de candidíase vaginal por estirpes de Candida resistentes ao fluconazol.

Além disso, os antifúngicos comumente utilizados podem causar reações adversas como anafilaxia, distúrbios gastrointestinais e hepatotoxicidade.

O óleo essencial de Melaleuca alternifolia, conhecido como óleo essencial de Tea tree e usado como antisséptico tópico na Austrália há mais de 80 anos, é reconhecido pelas suas propriedades antibacterianas, antifúngicas, antivirais, anti-inflamatórias e analgésicas.

Assim, no presente estudo foi avaliada a atividade in vitro do óleo essencial de Tea tree e do Fluconazol contra 99 estirpes de Candida spp.

Sendo concluído pelo particular interesse da atividade in vitro do óleo essencial de Tea tree contra estirpes de Candida spp resistentes ao Fluconazol.  

Estas observações indicam uma promissora utilização tópica do óleo essencial de Tea tree no tratamento da candidíase por estirpes resistentes ao Fluconazol.

Bibliografia:

A comparative study of tea-tree oil versus benzoylperoxide in the treatment of acne https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.5694/j.1326-5377.1990.tb126150.x

Comparison of two topical preparations for the treatment of onychomycosis: Melaleuca alternifolia (tea tree) oil and clotrimazole https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/8195735/

Comparison of microdilution and disc diffusion methods in assessing the in vitro activity of fluconazole and Melaleuca alternifolia (tea tree) oil against vaginal Candida isolates https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1179/joc.2002.14.5.465